Deputado Rubens Pereira Júnior alfinetou o senador Weverton Rocha, que chegou a se afastar do ministro em 2022, quando Carlos Brandão foi o escolhido para disputar o governo do estado

A disputa pelo legado político do ministro escolhido para o Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, entre seus aliados no Maranhão ganhou um novo capítulo — desta vez, público. Isto porque, nesta terça-feira, o deputado federal Rubens Pereira Júnior (PT) publicou em suas redes sociais indiretas ao senador Weverton Rocha (PDT).

Sem citar nominalmente o pedetista, o deputado escreveu: "Tem gente que traiu Flávio Dino, rompeu com ele, tentou derrotá-lo e, agora, vejam só, tenta ser herdeiro político dele. É cada uma hahaha". A mensagem foi compreendida pelo entorno de Dino que, logo, reconheceu a quem Rubens Pereira Júnior se referia.

Aliados de longa data enquanto o ministro da Justiça era governador do Maranhão, Dino e Weverton Rocha passaram por um rompimento em 2022. Na ocasião, o afastamento foi motivado pela escolha de quem iria ser o candidato do governo nas eleições majoritárias: o senador tinha o desejo de concorrer ao Palácio dos Leões, mas foi preterido pelo atual governador Carlos Brandão (PSB).

Desolado, Weverton não só não apoiou a candidatura de Brandão como concorreu contra a chapa montada por Dino, mas terminou em terceiro lugar na disputa. O clima ainda escalonou quando ainda declarou apoio a Roberto Rocha (PTB), que concorreu contra o ministro da Justiça por uma cadeira no Senado.

A aproximação entre os dois ocorreu no ano passado quando o senador foi escolhido para relatar a indicação de Dino ao STF. Desde então, o pedetista voltou ao banco de aliados, o que incomoda os demais disputantes de seu espólio.

Atualmente, a base construída por Dino e herdada por Brandão é composta por 13 partidos. São eles Cidadania, MDB, Patriota, PCdoB, PODEMOS, PP, PSB, PSDB, PT, PV, Solidariedade, União Brasil e PSD.

Em 2018, Dino demonstrou o tamanho de sua força no estado quando se reelegeu governador com uma coligação formada por 16 siglas.


Fonte: O GLOBO