Pyongyang lançou lixo, pilhas usadas, bitucas de cigarro e esterco para o outro lado da fronteira nesta semana

O exército sul-coreano advertiu nesta sexta-feira que no fim de semana poderiam chegar mais balões cheios de lixo procedentes da Coreia do Norte, dias após Pyongyang lançar ao seu vizinho uma primeira série desses objetos carregados de detritos e supostas fezes de animais.

Segundo o Estado-Maior Conjunto sul-coreano, a Coreia do Norte lançou na noite de terça-feira cerca de 260 balões com sacos cheios de lixo, pilhas usadas, bitucas de cigarro e o que parece ser esterco, e está se preparando para lançar mais.

A partir de sábado, "são previstos ventos do norte, pelo que se espera o lançamento de balões com lixo do Norte ao Sul", indicou na sexta-feira um funcionário do Estado-Maior Conjunto sul-coreano.

"Estamos monitorando de perto os movimentos dos militares norte-coreanos", acrescentou o funcionário, que aconselhou a população a não tocar nos balões caso os veja e a entrar em contato com as autoridades.

Pyongyang defendeu sua campanha dizendo que esses "presentes" são uma retaliação pelos balões cheios de propaganda contra o governo de Kim Jong Un enviados ao norte por ativistas do sul.

O Ministro da Unificação sul-coreano condenou as últimas provocações de Pyongyang, classificando-as como "irracionais e sem sentido".

"Essas manobras revelam claramente ao mundo a verdadeira natureza e o nível do regime norte-coreano", afirmou.

Desde o fim da Guerra da Coreia (1950-1953) com um armistício, as duas Coreias permanecem tecnicamente em guerra e estão separadas por uma zona desmilitarizada.

Os ativistas sul-coreanos lançam frequentemente em direção ao território norte-coreano balões com panfletos de propaganda contra Kim Jong Un, dinheiro em espécie, comida e até dispositivos de memória USB com filmes sul-coreanos.

Tais campanhas enfurecem Pyongyang, que no último domingo havia advertido que "em breve se espalharão montes de papel usado e lixo pelas zonas fronteiriças e pelo interior da RDC (Coreia do Sul)".


Fonte: O GLOBO