
A indígena Jaqueline Tedesco, de 26 anos, da etnia kaingang, teve 30% do corpo queimado após um acidente com um fondue em um restaurante no município de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, no último sábado. Acompanhada de familiares e amigos, Jaqueline estava no local para comemorar sua formatura no curso de Direito. Ela sofreu graves queimaduras no queixo, braços, seios e mãos.
O acidente aconteceu no momento em que o rechaud, uma espécie de fogareiro usado na preparação de fondue, foi reabastecido. Além dela, uma funcionária também se feriu e as duas foram levadas para unidade hospitalar. Familiares da jovem alegam que ouve “omissão de socorro e negligência do estabelecimento”.
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A indígena está em coma induzido na unidade de tratamento intensivo (UTI ) do hospital geral Associação de Caridade Santa Casa e sem previsão de alta. Nas redes sociais, o restaurante Le Petit divulgou uma nota em que lamenta o ocorrido, pede desculpas às vítimas e informou que presta assistência.
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“Estamos no mercado desde 2009, sem nenhuma ocorrência, pois utilizamos materiais adequados. Estamos trabalhando diligentemente para entender a causa exata e implementar medida preventiva para garantir que tal fato não aconteça novamente”, diz trecho da nota.
Através do Instagram, o namorado de Jaqueline afirmou que somente após a repercussão do caso, o estabelecimento procurou familiares e agora estão a disposição para ajudar a família.
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Jaqueline é a quarta indígena a se formar em Direito pela Universidade Federal de Rio Grande (Furg), sendo a primeira mulher indígena a ocupar a coordenação-geral do DCE (Diretório Central de Estudantes) da universidade.
A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar as circunstâncias da ocorrência. “Estão em andamento diversas diligências para apurar os fatos, mas ainda é cedo para imputar responsabilidades”, afirmou a corporação, em nota enviada ao GLOBO.
Fonte: O GLOBO
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