Atacante conta que precisou superar o preconceito da família para pedir ajuda profissional

Após um período difícil em sua vida pessoal, que consequentemente afetou o seu desempenho dentro de campo, o atacante Richarlison, do Tottenham e da seleção brasileira, decidiu, em outubro do ano passado, buscar ajuda psicológica. Hoje, três meses depois, o jogador de 26 anos já admite que esse amparo profissional foi importante para a sua carreira.

Em entrevista para a ESPN, o camisa nove do Tottenham admitiu que estava triste e não conseguia treinar da mesma forma, mas a terapia o ajudou a encontrar de novo a felicidade. A prova disso é que nos últimos seis jogos, Richarlison balançou as redes cinco vezes.

— Acho que o principal é felicidade. Acho que consegui encontrar de novo minha felicidade. Vinha de momentos meio abatido, triste... eu não era aquele Richarlison que todo mundo conhecia. Até para treinar estava diferente. Então, acho que eu consegui encontrar isso de novo (com a terapia), essa esperança que eu tinha. Essa alegria que eu tenho dentro de mim — disse Richarlison.

Durante a conversa, o atacante revelou detalhes da ajuda que teve de uma psicóloga para conseguir entender o seu problema, apesar de sofrer um pouco de preconceito pelo lado de sua família. Richarlison conta também que o Tottenham teve papel fundamental na busca por esse socorro.

— Eu consegui, com a ajuda do clube, buscar essa ajuda. Tinha dias que eu não queria sair de casa, sair do meu quarto, já ia treinar, já ia direto para casa e me trancava dentro do quarto. Então, isso era difícil para mim. E como eu falei, parece que eu conversando mais com as pessoas, desabafando, acho que parece que melhorou — afirmou o brasileiro.

— E é uma coisa que, como eu sou do interior e lá é meio que assim, com isso de 'eu não vou fazer essas sessões (de terapia), porque não sou doido', ou algo assim. Porque o pessoal do interior tem esse preconceito, minha família tem esse preconceito. Então, chegou uma hora que eu entendi que eu estava precisando de ajuda — completou.


Fonte: O GLOBO