Presidente, que apoia candidatura de Boulos, afirma que deputada do PSB será candidata à prefeitura da capital paulista 'se quiser'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva refutou nesta terça-feira a possibilidade de ingerência na candidatura de Tabata Amaral (PSB) nas eleições para a prefeitura de São Paulo. Para ele, o esforço no pleito da capital paulista é derrotar o candidato à reeleição, Ricardo Nunes (MDB), que tenta o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em entrevista à Rádio CBN Recife, Lula também negou a oferta de um ministério para tirar Tabata das eleições.

— Eu jamais iria tentar corrompê-la com um cargo para não ser candidata a prefeita. Ela sabe o que ela pode fazer, tem noção do que é São Paulo. Se ela quiser se candidata e ela vai ser, porque tem um partido político, não é o presidente que vai decidir — declarou.

O PT está apoiando o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL). Será a primeira vez desde a redemocratização que o PT não terá um candidato próprio na capital paulistana.

— Se a Tabata for candidata e o Boulos for candidato, quem for melhor e for para o segundo turno, eu estaria apoiando. Se os dois foram para o segundo turno, aí sim vai ter divergência. Mas o que precisamos é derrotar o 'bolsonarismo' — disse Lula.

Na última terça-feira, o presidente declarou que a cidade de São Paulo vai repetir o cenário de disputa eleitoral de 2022, ao se referir a disputa entre Boulos e Ricardo Nunes (MDB).

Lançamento

Tabata Amaral (PSB) lançou a sua pré-candidatura à prefeitura na última semana, ao lado do apresentador José Luiz Datena, cotado para vice.

Houve a participação remota do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Dentro do governo Lula, outro apoiador da candidatura da deputada federal à Prefeitura é o ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB).

No lançamento, a deputada minimizou apoio de Lula e Bolsonaro a seus adversários e disse que polarização não resolve problemas da população.

Marta e Boulos

Marta Suplicy deixou a gestão de Nunes em São Paulo para formar uma aliança com o psolista na chapa, como vice. A costura foi feita pelo próprio Lula e é vista como forma de trazer a candidatura mais para o centro na capital paulista.

Prefeita de São Paulo entre 2001 e 2004, Marta foi filiada ao PT por 33 anos, até 2015. A saída dela da gestão Nunes causou incômodo no presidente do MDB, o deputado federal Baleia Rossi. Ela ocupava o cargo de secretária de Relações Internacionais no governo emedebista.


Fonte: O GLOBO