Sucesso principalmente no estado do Amapá, artista era uma das principais vozes do brega

A cantora paraense Dani Li morreu, aos 42 anos, vítima de complicações de uma série de cirurgias plásticas na última quarta-feira, no Paraná. Nascida no município de Afuá, no Pará, Maria Danielle Fonseca Machado era uma das principais artistas do brega no norte do país. Sucesso especialmente no estado do Amapá, Dani era conhecida como a "musa da Amazônia".

Sua carreira teve início em um projeto familiar, a banda “Valores da Terra”, formada com seu pai e seus tios. Aos 17 anos, já em Macapá, formou um segundo grupo, a "Banda Sensação", antes de apostar na carreira solo em 2008. A cantora ficou conhecida como Dani Furacão na noite amapaense, antes de adotar o nome artístico Dani Li.

O grande sucesso da musa, “Eu sou da Amazônia”, foi lançado ainda em 2008, quando sua carreira decolou. A canção foi gravada após um encontro com o poeta Osmar Júnior, autor da música. Seu último lançamento foi há cerca de dois meses, com o clipe da música “Tu e Eu”, que já conta com mais de 66 mil visualizações no YouTube.
A “musa da Amazônia” era casada com o cantor e compositor Marcelo Mira, nome por trás de músicas gravadas por Falamansa e Natiruts, e tinha uma filha, Isabelly, de sete anos. O velório da artista aconteceu nesta sexta-feira, na Câmara dos Vereadores de Macapá.

Cirurgia plástica

Conhecida como 'musa da Amazônia', cantora era sucesso no norte do país — Foto: Reprodução/Instagram

A artista morreu na última quarta-feira, após passar por uma cirurgia de lipoaspiração no abdômen e nas costas, além de uma mastopexia – procedimento de elevação das mamas – na clínica Fundação Hospitalar Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O procedimento foi realizado pela cirurgiã plástica Luciana de Freitas Santos e o anestesista Nelson Lambach.

A delegada Géssica Feitosa Moraes de Andrade, responsável pelo caso, afirmou que a morte aconteceu após uma intercorrência durante o procedimento. A polícia investiga ainda se houve demora para a transferência de Dani Li para o hospital após a complicação.

O procedimento foi realizado na tarde do dia 19, quando foi encaminhada pelo Samu ao Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, em Curitiba. No local, a artista ficou internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) até dia 24, quando faleceu.

O escritório Leal & Paes Advogados Associados informou nas redes sociais que assumiu o caso e irá trabalhar com as autoridades para investigar o que causou a morte. “Profissionais se dirigirão até a cidade de Curitiba para adotar as providências jurídicas do caso, de modo a auxiliar os familiares da cantora na busca por respostas e posicionamentos das autoridades destinadas a investigar os indícios de irregularidades nos procedimentos médicos adotados”, diz a nota.

O Conselho Regional de Medicina afirmou que irá instaurar um procedimento sindicante para apurar a denúncia de possível desvio ético cometido pela médica.


Fonte: O GLOBO