Quando a Copa passou a ter 24 seleções e foi disputada em gramados sintéticos, seleção voltou a cair nas oitavas

O Canadá recebeu a sétima edição da Copa feminina, em 2015, com muitas novidades. Foi o primeiro Mundial de 24 equipes, com a introdução das oitavas de final e todo disputado em gramado artificial — motivo de polêmica, afinal, a Fifa não autoriza competições no piso sintético em torneios oficiais masculinos.

Mas uma coisa não mudou: o destino do Brasil nas fases eliminatórias. Comandada pelo técnico Vadão, a seleção contou com o trio Marta, Cristiane e Formiga — que chegou a dizer que seria sua última Copa do Mundo, mas voltou atrás quatro anos depois, na França — e não teve dificuldades na primeira fase do torneio.

Com a introdução de oito novas seleções, o Brasil deu a sorte de enfrentar duas estreantes: Espanha — hoje uma equipe Top 10 do mundo — e Costa Rica. O terceiro adversário foi a Coreia do Sul, que só havia participado de uma edição, em 2003.

A seleção ficou em primeiro lugar com alguma tranquilidade. Não teve nenhuma vitória larga, mas soube fazer os resultados necessários. E acabou a primeira fase com a melhor defesa do campeonato, sem tomar um gol sequer.

Porém, lá estava de novo o jogo mata-mata. Aquele em que não se pode errar. E o Brasil errou quando não devia diante da Austrália. O time teve chances de abrir o placar, colocou bola na trave com Formiga e, por um tempo, dominou as ações do jogo. Se não conseguia abrir o placar, a adversária também não tinha vida fácil.

Até que um erro individual custou a classificação brasileira às quartas de final. A 10 minutos do fim do jogo, a goleira Luciana tentou encaixar o chute de De Vanna e espalmou para frente. O rebote caiu nos pés de Simon, que fez o gol decisivo.

Tricampeonato dos EUA

Se o Brasil viu repetir seu destino de quatro anos antes, a seleção dos Estados Unidos mudou o dela. Após perder a final de 2011 para o Japão, nos pênaltis, devolveu a derrota através de uma bela goleada por 5 a 2 — com direito a hat-trick de Carly Lloyd, que dividiu a artilharia com a alemã Célia Sasic e foi eleita a melhor jogadora da Copa do Mundo.


Fonte: O GLOBO