KC-390 transportou réplica da invenção até Brasília, onde haverá exposição especial em homenagem ao aeronauta

Em um encontro simbólico, duas das aeronaves mais importantes da história da aviação brasileira voaram juntas pela primeira vez. Um KC-390 Millennium da Força Aérea Brasileira (FAB), o maior avião desenvolvido no país, foi convocado para uma missão especial, partindo da Base Aérea dos Afonsos, no Rio de Janeiro, em direção à Brasília, para transportar uma réplica do 14-Bis, a invenção pioneira de Santos Dumont.

Como a primeira aeronave mais pesada que o ar a voar por seus próprios meios, o 14-Bis foi um divisor de águas na aviação mundial, em outubro de 1906. Já sua réplica, que pertence ao Museu Aeroespacial (MUSAL), chega à Brasília como parte das comemorações pelo aniversário de 150 anos de Alberto Santos Dumont, o “Pai da Aviação”.

Na capital, estará disponível um acervo exclusivo relacionado à Santos Dumont, reunindo 150 imagens, peças exclusivas, maquetes e réplicas, na exposição “150 anos do Pai da Aviação”. O evento acontecerá entre 28 de junho e 30 de julho no Salão Negro do Congresso Nacional.

O 14-Bis original acabou desmantelado pelo próprio Santos Dumont, em 1907, para que suas peças fossem usadas em outros projetos de aviões.

O pioneiro e o gigante

Mais de um século separa o voo pioneiro do 14-Bis da decolagem inaugural do KC-390, da Embraer. O avião de Santos Dumont decolou do Campo de Marte, em Paris, em 23 de outubro de 1906, enquanto o cargueiro militar partiu para os céus pela primeira vez em 3 de fevereiro de 2015, a partir das instalações de Gavião Peixoto, em São Paulo.

Em 108 anos, a aviação evoluiu a passos largos. O 14-Bis, com apenas 160 kg, 10 metros de comprimento, 12 de envergadura e 4,8 de altura, voava a uma velocidade de 30 km/h.

Já o KC-390 é uma aeronave com 51 toneladas, o equivalente a quase 320 exemplares do modelo criado por Santos Dumont. O jato voa a 870 km/h, com 35 metros de comprimento, o mesmo de envergadura e 11,8 metros de altura.


Fonte: O GLOBO